
Pensando, não sei porquê.
Hoje me lembrei de quantas vezes na vida
pensei que morreria de dor.
Dores da alma.
Dor de tristeza,
de solidão,
de saudade.
Dor de amor.
Hoje me lembrei disso.
E acreditem. Achei interessante
a emoção que essa lembrança me trouxe.
E foi libertador.
Depois que aprendi
que a saudade, a solidão, a
tristeza ou tantas outras dores, podem
tudo, menos matar, me libertei.
E a sensação é maravilhosa!!!
Uma ilustração para o que eu sinto
quando penso nisso, é essa imagem.
Como as contigências e eventualidades
da vida, podem nos transformar. E como
é sincera essa transformação.
Como é bom olhar pra trás, e não ver nada.
apenas o caminho. Marcado
pelos seus rastros, porém sem sombras ou
fantasmas. Caminho esse, ladeado de flores
que chamamos de amigos, às vezes regados
por nossas lágrimas.
Em alguns pontos
pedregulhos, que nos machucaram os pés,
mas nos deixaram mais fortes.
Mas as migalhas deixadas pela ilusão de
um dia poder fazer o caminho de volta,
foram comidas pelos pássaros. E você pode
olhar, ver e voltar quando quiser, porque
conhece o caminho... mesmo sem as migalhas.
Mas agora você não quer.
O caminho agora segue em frente. Suas flores
vão contar outras histórias, outros transeuntes
surgirão. Mas o caminho trilhado... não traz mais
saudades ou recordações.
E os fantasmas, agora "jazem" em seus pobres túmulos.
Apenas fantasmas.
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